Ramiro Souza deixa o Auto e Zezinho do Botafogo lamenta?

Num mundo repleto de tanto egoísmo, a atitude do Botafogo (PB) de emprestar um profissional competente como o treinador Ramiro Souza ao seu maior rival no futebol – o Auto Esporte – pode ser encarada como algo digno de reconhecimento e elogios.

Mas por outro lado, considerando o espírito ético e limpo da competitividade requerida pela disputa de um Campeonato de Futebol Profissional, como entender o altruísmo de um rival para com o seu maior arquirrival?

Estaríamos diante de um dilema?

Talvez para o leitor ou torcedor mais espiritualizado a atitude do Botafogo de emprestar um dos seus melhores profissionais ao rival Auto Esporte possa ser discernida como fraterna e digna de um Clube profissional maduro e solidário e que estende a mão ao maior oponente arruinado e a caminho da cova (afinal o Macaco Altino conta 06 derrotas e 01 empate em 07 jogos pelo Paraibano 2018).

Mas não podemos esquecer dos torcedores que há décadas vivem a rivalidade do clássico Botauto – histórico para a capital paraibana. Muito menos podemos deixar de levar em conta o que podem pensar os dirigentes que primam pelo “jogo limpo” e pela livre disputa do Campeonato, sem interferência do extracampo: a mãozinha do Botafogo poderia ser interpretada como o desejo de fazer permanecer mais uma equipe da capital na primeira divisão com o interesse de ter um vizinho pobre na disputa, sem a preocupação de deslocamento, sem dirigentes que levantam a voz contra as manipulações de tabelas ou arbitragem? Para esses últimos emprestar treinador e jogadores ao maior rival poderia ter conotação escusa e antiética.

Aqui completa-se a chave da reflexão: seria este um dilema ético? Conteúdos envoltos em decisões que permeiam a relação bem e mal, parcial e imparcial, justo e injusto?

Fato é que agora o dirigente Zezinho do Botafogo lamenta a saída do seu treinador Ramiro Souza do (maior) rival Auto Esporte, conforme noticiam portais locais.

Do Garotão nas Redes / por Zeca Boleta